Volumetria

S.f.1.Quím.Processo de análise quantitaviva que consiste em despejar um volume mensurável de solução titulada em volume conhecido da solução que se vai dosar, até o momento em que um indicador possibilite conhecer o término da reação.

Arquivo para Março, 2009

Indigestão

Se cortasse minha carne, sangragria bile
Se salgasse meus cortes, talvez cicatrizassem
Se eu engolisse, poderia digerir 
Se cuspisse, miraria no prato que comi

A perigo

Dos medos infantis
bicho-papão
véia da Gudéia
homem do saco
bruxa má do Oeste

Dos medos adultos
o receio de errar novo
a angústia das possibilidades
a consciência de o quanto dói
a insegurança do que se é

O temor permanece sulcado 
nas marcas que se imprimem no rosto
A aflição independe da passagem do tempo
Só muda a dificuldade de nomeá-la

Take my hand

We’re off to never never land

Eu presto atenção no que eles dizem
mas eles não dizem nada
Uou uou

iguaçu

catarata
queda água
salto surdo
sede abuso
imersão

navegante
norte errante
liquidez itinerante
saliva transpiração

sobre queda
despencados
em cima sobre
elevados
baixo entre
misturados
água inunda o chão

Campanha da fraternidade

1. Ousarás sempre fazer o que desejas, mesmo quando tua única certeza for sobre o que não desejas fazer
2. Só se preocuparás com o que pensam aqueles que amas ou admiras
3. Manter-se-á tolerante ao se deparar com a estupidez do mundo
4. Saberás impedir que a culpa obscureça os momentos felizes
5. Duvidarás de si mesmo para manter a humildade
6. Tratarás com educação todos aqueles os que cruzam o teu caminho, mesmo quando o ímpeto for de mandá-los à merda
7. Frearás com o poder da mente tsunamis egotrípticos
8. Não arrotarás conhecimentos desnecessários à conversa
9. Não reclamarás nem fofocarás e evitarás quaisquer juízos de valor (e, se o fizeres, que seja só um pouquinho)
10. Entubarás quando necessário

mochilando

Um xerpa e sua mochila

Xerpas
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

Os Xerpas, mais conhecidos como Sherpas, são uma etnia da região mais montanhosa do Nepal, no alto dos Himalaias. Na China, eles são conhecidos comp Xiaerba, apesar de o governo chinês classificá-los como membros do povo tibetano. Na língua xerpa, shyar significa “leste”; pa é o sufixo significando ‘povo’: daí a palavra shyarpa ou xerpa. Nos anos recentes, muitos xerpas migraram para a Índia. Os xerpas falam sua língua própria, que se assemelha a um dialeto do tibetano. Eles são por tradição comerciantes e fazendeiros, cultivando seus campos de batatas, cevada e trigo. Alguns vivem perto de Namche Bazaar. Tradicionalmente (embora não seja seguido sempre), os nomes dos homens xerpa refletem freqüentemente o dia da semana em que nasceram.

Os xerpas foram de um valor incomensurável para os primeiros exploradores da região do Himalaia, servindo de guias e carregadores nas altitudes extremas dos picos e passos da região. Hoje em dia, o termo foi estendido para se aplicar a praticamente qualquer guia ou carregador empregado pelas expedições que se aventuram pelo Himalaia. No entanto, no Nepal, os xerpas insistem freqüentemente em fazer uma distinção entre eles mesmos e os carregadores normais, já que eles têm também um papel de guias e reclamam salários mais elevados e maior respeito da comunidade. É freqüente ver-se o termo genérico “xerpa”, significando “guia”, escrito em minúsculas, em contraste com o termo “Xerpa”, com inicial maiúscula, significando o grupo étnico (em língua inglesa).

Os xerpas são conhecidos no mundo da montanha e da escalada por sua resistência, conhecimento e experiência em altas altitudes. Eles ganharam tal reputação principalmente porque, apesar do valor de seus serviços, o pagamento é insuficiente para muitos deles comprarem os modernos apetrechos de escalada utilizados pelos alpinistas ocidentais. Muitos especularam que parte da capacidade extraordinária dos xerpas para o alpinismo deve-se a uma capacidade pulmonar superior adquirida geneticamente, permitindo um desempenho bem melhor a altas altitudes. Também sugeriu-se que uma das razões pelas quais eles eram largamente empregados como carregadores deve-se ao fato de terem menos restrições dietéticas do que as outras etnias da região, e estavam preparados para comer qualquer coisa que lhes fosse dada a comer durante as expedições.

Historicamente, o xerpa mais famoso é Tenzing Norgay, que escalou o monte Everest com Edmund Hillary pela primeira vez em 1953.

Dois xerpas, Pemba Dorjie e Lhakpa Gelu, competiram recentemente para determinar quem conseguiria escalar o Everest mais rapidamente. Em 23 de maio de 2003, Dorji alcançou o topo em doze horas e 46 minutos. Três dias depois, Gelu bateu esse recorde de duas horas, alcançando o pico em dez horas e 46 minutos. Em 21 de maio de 2004, Dorjie novamente melhorou a marca em mais de duas horas, com um tempo total de oito horas e dez minutos. Este feito pode ser considerado como uma das maiores façanhas da história do alpinismo.

Adiante

O amor improvável
órgão vital pulsando na sarjeta
O amor indomável
montaria sem sela ou atropelo de boiada
O amor incurável
coragem da resignação auto-imune
O amor indelével
destino tatuado no instante itinerante
O amor precipício
entusiasmo e desespero entranhados
O amor adiante
dianteira que o desejo não sabe postergar

O divã

- Pai, você não acredita.
- O quê?
- Deitei no divã essa semana.
- No Odivan? Como assim?
- Deitando, ué. Ele perguntou se eu queria e eu fui.
- Fácil assim?
- Pois é, eu achei que talvez eu fosse ficar constrangida ou algo assim, mas não. Foi ótimo.
- Você chegou lá, deitou e pronto?
- Foi.
- E está feliz com isso?
- Claro. Por que não estaria?
- Não sei, será que você não deveria ter sido um pouco mais … hã.. resistente?
- Pra quê? Ele propôs, eu topei. Foi uma coisa natural, fruto de um processo.
- Um processo bem rápido. Meteórico até.
- Eu sei! É por isso que foi tão incrível. Achei que fosse demorar mais.
- Filha, eu realmente prefiro que você não me conte essas coisas. 
- Credo, eu só estava feliz com algo que eu conquistei.
- Conquistou? Permitiu, você quer dizer.
- Bom, se você prefere colocar desse modo…
- É que você fala n´Odivan e me vem à cabeça aquele troço preto enorme.
- Como assim, qual o problema do divã ser preto?
- Nenhum, absolutamente nenhum. Mas ficar imaginando você deitada nele não é muito agradável.
- Aliás, como você sabe que o divã é preto?
- Saber eu não sabia, mas o único Odivan que eu conheço é o lateral do Flamengo, que é um baita dum negão. Natural que você esteja tão satisfeita em ter deitado nele, mas, por favor, não vamos falar mais disso.

***
PAINEL DO LEITOR
Odivan foi zagueiro do vasco, atualmente jogando no União Matogrossense (http://www.futebolmt.com.br/noticia/2109/). Tem esse nome porque a mãe era fã da música “O Divã”, de Roberto Carlos:
“Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Por isso eu venho aqui.”